O Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras, 6 de junho, tem o objetivo de divulgar medidas preventivas necessárias à redução da incidência deste tipo de acidente. A data foi escolhida por ser no Brasil, um período de festas juninas, época em que as pessoas são vítimas de queimaduras provocadas por fogos de artifício. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras, aproximadamente 1 milhão de pessoas sofrem queimaduras no país todos os anos. Dados do Ministério da Saúde apontam que 200 mil são atendidos em serviços de emergência e 40 mil precisam de hospitalização. As principais vítimas são crianças e pessoas de baixa renda.

“Estamos em um momento diferenciado devido à pandemia do Coronavírus e as autoridades em saúde divulgam informações a respeito do aumento do número de acidentes domésticos provocados por produtos químicos, principalmente os mais utilizados para a higienização como o álcool gel e água sanitária”, destaca a dermatologista em Florianópolis, Solange Emanuelle Volpato Steckert.

Como as pessoas estão comprando esses produtos em maior quantidade, para facilitar o manuseio, estão usando embalagens menores sem identificação e assim, expondo seus familiares a riscos de queimaduras. “Ainda que o álcool gel seja de baixa combustão, ele é um elemento químico que pega fogo. A água sanitária é um produto que queima a pele. Pode imaginar ela armazenada em um vidro transparente sem identificação e alguém beber achando que é água? Haverá severos danos às mucosas da boca e esôfago, pelo menos”, aponta a Solange.

A médica destaca que a queimadura não é provocada somente pelo fogo. “A eletricidade, substâncias químicas, atrito ou radiação são outras formas de provocar danos à pele. Muitos deles podem ser irreversíveis e por isso, é muito importante cuidados no manuseio de produtos ou realização de atividades às quais não está devidamente preparado e protegido. Produtos de limpeza, por exemplo, devem ser manuseados com luva apropriada”, conta.

Mas o fogo merece destaque pela médica. “Vivemos numa região fria e o hábito de lareira e fogão à lenha é muito comum. Além de colocar em risco incêndios, esses dois hábitos são bem perigosos porque muitas vezes as pessoas querem acender logo o fogo e usam artifícios não adequados para isso. Muita atenção e cuidado é a recomendação”, orienta.

De acordo com Solange, mesmo os casos mais simples de queimadura, como encostar o dedo no fogão, não devem ser tratados com soluções caseiras, como a pasta de dente. “No caso de acidentes domésticos pequenos, a água é a melhor solução. Lavar abundantemente o local para amenizar a dor e a criação de bolhas. Áreas do corpo mais afetadas e maiores devem obrigatoriamente ser avaliadas por médico”, explica.

Nos casos de queimaduras graves, os pacientes são hospitalizados e atendidos por equipe multidisciplinar que vai cuidar não só da pele, mas também da nutrição e da condição geral de funcionamento do organismo.

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Dra. Solange Emanuelle Volpato Steckert
Dermatologia | CRM/SC 15086 | RQE 16474

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