No Dia Mundial da Psoríase – 29 de outubro, chamamos a atenção para a importância de um tratamento adequado para a melhor qualidade de vida dos portadores da doença que alcança quase 2% da população brasileira.

A psoríase é uma inflamação crônica, não contagiosa e que não tem cura. Sua causa ainda é desconhecida, mas se sabe que existem gatilhos que a fazem entrar em atividade, como estresse, traumas físicos, fumo, infecções e uso de algumas medicações.

A doença se manifesta geralmente por lesões arredondadas, avermelhadas e descamativas na pele, que geralmente aparecem nos joelhos, cotovelos, mãos, pés e couro cabeludo, podendo atingir todo o corpo.

Há uma grande variedade de tratamentos que podem ser utilizadas para amenizar seus sintomas. A dermatologista é quem irá avaliar a melhor opção que inclui tratamentos tópicos, orais e injetáveis. Em muitos casos o tratamento exige atendimento multidisciplinar com o apoio de nutricionistas e psicólogos.

Vale ressaltar que nunca deve ser realizada a automedicação e que seguindo corretamente as orientações da dermatologista é possível controlar a doença e ter uma vida com mais qualidade.

Algumas dicas para aliviar os sintomas em momentos de crise são:

Hidratação constante: Quem tem psoríase deve ter cuidado redobrado com a hidratação. É preciso aplicar hidratantes corporais uma ou duas vezes ao dia. Os mais indicados são os sem perfume, pois diminuem os riscos de alergias.

Exposição ao sol: O sol ajuda a amenizar as inflamações e, por isso, é benéfico aos portadores de psoríase. Bastam 10 minutos ao dia, antes das 10h ou depois das 16h. Neste caso, deixe para passar protetor depois do banho de sol para obter melhor resultado. Mas não se esqueça dele no restante do dia.

Banhos: Eles devem ser rápidos e com água morna. Não use buchas nem esfoliantes, pois podem ferir a pele que está sensível. Dê preferência a sabonetes neutros, sem muito perfume e colorante. Use toalhas macias para secar as áreas afetadas, para não ferir a pele.

Depilação: Deve-se optar por métodos que não agridam a pele, especialmente durante os períodos de crise, em que a pele está descamada e muito sensível.

Cosméticos: Pedem cuidados extras e o melhor é evitá-los completamente quando as crises se instalam e usar com moderação fora delas. Evite usar produtos que agridam a pele nas áreas afetadas.

Uma alimentação saudável, prática de exercícios físicos e de atividades prazerosas são outras medidas que auxiliam na convivência com a doença. Siga as orientações e viva bem!

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia

Dra. Solange Emanuelle Volpato Steckert
Dermatologia | CRM/SC 15086 | RQE 16474

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